Quatro em cada dez redes de franquias brasileiras planejam expandir suas operações para fora do País, de acordo com o estudo “O Código do Crescimento no Franchising”, do Grupo Bittencourt, realizado com 135 redes de diferentes portes e segmentos.
O estudo também destaca que 53% das franquias adotam um perfil conservador de crescimento, enquanto apenas 22% planejam expansão agressiva, e que 96% preferem a abertura de unidades locais. Três em cada dez apostam em unidades próprias como laboratório de inovação.
“Esses números mostram que o franchising amadureceu. As marcas entenderam que crescimento sem base é como escalar um castelo de areia; parece sólido, mas não sustenta o peso do tempo”, comenta Lyana Bittencourt, CEO do Grupo Bittencourt.
A atratividade deixou de ser medida apenas por marca forte ou modelo testado. As redes que mais se destacam são aquelas que criam valor único: retorno financeiro atrativo (37%), margens competitivas (28%), acesso à inovação (27%) e comprometimento com ESG (15%).
Papel dos consultores
Nove em cada dez redes contam com consultoria de campo, e cada consultor atende, em média, 22 franqueados, com remuneração média de R$ 6,7 mil, segundo o estudo.
Os dados mostram que, à medida que o franchising amadurece, o consultor de campo precisa deixar de ser apenas um executor de rotinas e se tornar um mentor estratégico, capaz de traduzir dados em inteligência, identificar oportunidades e apoiar a evolução do franqueado como gestor.
“Crescer, hoje, é muito mais do que abrir novas unidades, é evoluir em estrutura, cultura e propósito. As redes que entenderam isso estão construindo futuro, não apenas resultado”, afirma Caroline Bittencourt, diretora de Relacionamento e Insights do Grupo Bittencourt e responsável pela pesquisa.
Imagem: Envato



